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Após vereador dizer que R$ 100 mil na conta foram prêmio da ONU, Polícia Civil afirma que valores suspeitos são de outros créditos

Vereador Salvino Oliveira na porta do presídio de Benfica, ao ser solto nesta sexta-feira Reprodução/TV Globo O vereador Salvino Oliveira (PSD) afirmou em um...

Após vereador dizer que R$ 100 mil na conta foram prêmio da ONU, Polícia Civil afirma que valores suspeitos são de outros créditos
Após vereador dizer que R$ 100 mil na conta foram prêmio da ONU, Polícia Civil afirma que valores suspeitos são de outros créditos (Foto: Reprodução)

Vereador Salvino Oliveira na porta do presídio de Benfica, ao ser solto nesta sexta-feira Reprodução/TV Globo O vereador Salvino Oliveira (PSD) afirmou em um vídeo publicado em suas redes sociais que os R$ 100 mil apontados como movimentação atípica em investigação são referentes a um pagamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi feita após a repercussão da operação que levou à prisão do parlamentar, segundo a Civil, suspeito de ligação com o Comando Vermelho. A Polícia Civil rebateu a justificativa, afirmando que há outras movimentações suspeitas (leia mais abaixo). O vereador teve a prisão temporária revertida após 2 dias. Em publicação nas redes sociais, Salvino disse que o valor citado na investigação corresponde a uma premiação internacional recebida após ter sido escolhido como jovem ativista global. Segundo ele, o reconhecimento veio pelo trabalho com jovens de favelas e periferias por meio da tecnologia. O vereador também afirmou que sua vida “virou de cabeça para baixo” com a operação, negou qualquer vínculo com o CV e declarou que nada de irregular foi encontrado em sua casa durante a ação policial. O reconhecimento mencionado pelo parlamentar está ligado ao evento Young Activists Summit, que lista Salvino entre ativistas homenageados em 2025, na área de educação e inclusão. Na página oficial do encontro, ele aparece associado a projetos voltados ao acesso de jovens de favela à tecnologia e à educação. O evento também consta em registros da ONU como realizado no Palais des Nations. O que a Civil respondeu Em resposta, a Polícia Civil do estado informou que o valor citado pelo vereador não tem relação com as movimentações consideradas suspeitas. Em nota, o Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) afirmou que os R$ 100 mil comunicados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) fazem parte de transações realizadas ao longo do segundo semestre de 2024 e que chamaram a atenção dos órgãos de fiscalização. Segundo a corporação, entre os pontos analisados estão depósitos em espécie na conta do vereador e transferências feitas por uma empresa de informática localizada no Complexo da Maré, área sob influência do Comando Vermelho. Para a Polícia Civil, esses elementos reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações. A instituição também destacou que valores recebidos como premiação não são considerados, por si só, suspeitos, e que a classificação de movimentações atípicas segue critérios técnicos adotados por órgãos de controle no Brasil e no exterior. A análise é feita com base em parâmetros objetivos para identificar possíveis práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro. A Polícia Civil informou ainda que o inquérito segue em andamento e que todas as diligências necessárias estão sendo realizadas. “A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a imparcialidade”, diz a nota. Polícia Civil do RJ diz que identificou R$ 100 mil em 'créditos suspeitos' para o vereador Salvino

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