Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, são eleitos senadores pelo RJ
Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL Globo/ Manoella Mello Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, foram eleitos senadores pelo Rio de Janeiro neste...
Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL
Globo/ Manoella Mello
Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, foram eleitos senadores pelo Rio de Janeiro neste domingo (4) e terão mandato de 2027 a 2035. Portinho, de 53 anos, foi reeleito para o cargo, enquanto Jordy, de 44 anos, é deputado federal e foi eleito para o Senado pela primeira vez.
Em 2026, foram eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor votou em dois candidatos diferentes.
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Veja a trajetória política de Carlos Portinho
Carlos Portinho, de 53 anos, foi reeleito senador pelo Rio de Janeiro neste domingo (4). Advogado, ele já ocupou cargos nas administrações estadual e municipal do Rio antes de chegar ao Senado.
Formado em Direito pela PUC-Rio, Portinho começou a carreira na advocacia e se especializou em Direito Desportivo. Foi vice-presidente jurídico do Flamengo e atuou na defesa de clubes como Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG e São Paulo, além de atletas em processos disciplinares.
Sua entrada na política ocorreu como assessor parlamentar do então deputado federal Índio da Costa, entre 2004 e 2009.
Em 2014, foi secretário estadual do Ambiente no governo de Luiz Fernando Pezão. No cargo, participou de ações durante a crise hídrica enfrentada pelo estado e dos preparativos ambientais para os Jogos Olímpicos de 2016.
Em 2015, assumiu a Secretaria Municipal de Habitação do Rio, na gestão de Eduardo Paes. Em 2017, voltou à área como subsecretário de Habitação durante o governo de Marcelo Crivella.
Nas eleições de 2014, Portinho disputou uma vaga de deputado federal, mas ficou como suplente.
Em 2018, foi eleito primeiro suplente de senador na chapa de Arolde de Oliveira. Com a morte de Arolde, em novembro de 2020, assumiu o mandato no Senado. Em dezembro daquele ano, deixou o PSD e se filiou ao PL.
Carlos Portinho
Reprodução/TV Globo
No Senado, foi líder do governo Jair Bolsonaro entre 2022 e 2023 e também liderou a bancada do PL. Entre os projetos relatados por ele estão o Marco Legal das Startups, a Lei da Sociedade Anônima do Futebol e o Marco Legal da Energia Eólica Offshore.
Na atual campanha, Portinho defendeu a anistia aos condenados e presos pelos atos de 8 de janeiro e a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Também é autor da PEC 45, que propõe mudanças no processo de indicação de ministros do Supremo.
Na área econômica, suas propostas incluem aumentar o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e desonerar a folha de empresas que contratam.
Na segurança pública, defende classificar como narcoterroristas autores de ataques como incêndios de ônibus, acabar com a progressão de pena para líderes de facções e reduzir a maioridade penal para crimes contra a vida.
Veja a trajetória política de Carlos Jordy
Carlos Jordy (PL), de 44 anos, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro neste domingo (4). Nascido em Niterói, ele iniciou a carreira política como vereador da cidade, em 2016, e dois anos depois foi eleito deputado federal. Foi reeleito para a Câmara em 2022.
Na Câmara dos Deputados, Jordy foi um dos principais defensores do governo Jair Bolsonaro. Entre 2023 e 2024, exerceu a liderança da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2024, disputou a Prefeitura de Niterói e chegou ao segundo turno. Terminou a eleição com 42,8% dos votos válidos.
Carlos Jordy
Reprodução/TV Globo
Uma das principais bandeiras de Jordy é a defesa do que chama de equilíbrio e independência entre os Poderes. Ele defende o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o fim de decisões individuais e a adoção de mandato fixo para integrantes da Corte.
Na segurança pública, propõe classificar integrantes de facções criminosas como terroristas e acabar com a progressão de regime, a liberdade condicional e as saídas temporárias para líderes de facções. Também defende a redução da maioridade penal.
Jordy é autor da lei que determina a transferência imediata para presídios federais de pessoas condenadas por assassinato de policiais e agentes de segurança. Também apresentou projeto que permite a delegados da Polícia Civil determinar medidas protetivas imediatas para mulheres vítimas de violência, sem necessidade de autorização judicial.
No Congresso, é autor do requerimento da CPMI do Banco Master, que, segundo ele, alcançou número recorde de assinaturas, mas não foi instalada. Na CPMI do INSS, defendeu a punição dos responsáveis por fraudes contra aposentados e pensionistas.
Na área econômica, Jordy propõe reduzir impostos para empresas que investirem na qualificação profissional de seus funcionários. Também promete usar emendas parlamentares para a compra de 20 carretas equipadas para a realização de exames no interior do estado e defende a proibição das bets.
Com a eleição, Jordy deixará a Câmara dos Deputados e assumirá uma das duas vagas do RJ no Senado, com mandato de 2027 a 2035.