Cirurgiã oncológica e especialista em endometriose: quem era a médica morta em perseguição de PMs a bandidos no Rio
Médica é baleada e morre durante perseguição policial no Rio A médica Andréa Marins Dias, morta aos 61 anos após ser baleada em uma perseguição policia...
Médica é baleada e morre durante perseguição policial no Rio A médica Andréa Marins Dias, morta aos 61 anos após ser baleada em uma perseguição policial no Rio de Janeiro, era uma cirurgiã oncológica especializada no tratamento de endometriose. Mãe de uma mulher de 30 anos, ela tinha acabado de sair da casa dos pais, em Cascadura, na Zona Norte do Rio, quando o carro foi atingido por tiros. A polícia apura se PMs confundiram o carro dela com o de criminosos que perseguiam e atiraram (entenda no fim da reportagem). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Andréa Marins Dias era cirurgiã oncológica e especialista em endometriose Reprodução/TV Globo Andréa tinha quase 30 anos anos de experiência na área de saúde da mulher. Em seu perfil nas redes sociais, dizia ter duas residências: uma geral, do ciclo básico de qualquer médico, e outra em cirurgia oncológica, para o tratamento de câncer. Em um vídeo gravado em 2024, ela se apresentou. "Eu tenho 27 anos cuidando de mulher. De formada, eu não sei se eu falo..... 32 anos de formada", contou Andréa, rindo. "Eu resolvi que isso seria um desafio para ajudar as mulheres, ajudar a dor das mulheres. A endometriose é uma patologia atual. Estou aqui para ajudar e para tirar dúvidas", comentou. Um dos últimos posts de Andréa nas redes sociais foi uma resposta a seguidores sobre se a retirada do útero cura a endometriose, tema que ela mais abordava nas publicações. Postagem de Andréa sobre endometriose nas redes sociais Reprodução Além da medicina, Andréa também fazia posts sobre seu lazer: "Nem só de trabalho viverá a mulher 😂👀 A Dra também se diverte em… 😅", escreveu ao lado de uma foto com amigas se divertindo. Também postava sobre viagens. Em uma delas, à África do Sul, postou com a filha ao lado da estátua de Nelson Mandela – ex-presidente e ícone da luta contra o apartheid, regime de segregação racial que durou quase meio século no país. Em outra, mostrou o museu que eterniza a luta contra o racismo. "Refletindo sobre a história no Museu do Apartheid. Uma jornada poderosa através das lutas e triunfos que moldaram nosso mundo", escreveu. Andrea fez post no Museu do Apartheid durante viagem à África do Sul Reprodução/Instagram Várias postagens da médica nesta segunda-feira (16) tinham comentários lamentando a morte, pedindo justiça e oferecendo apoio aos familiares da médica. Ainda não há informações sobre velório e enterro de Andréa. Nota de pesar O perfil oficial da médica publicou uma nota de pesar sobre o ocorrido: "Com profundo pesar, comunicamos o falecimento da Dra. Andréa. Sua dedicação à medicina e ao cuidado com tantas mulheres deixa um legado que jamais será esquecido. Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família, amigos, pacientes e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Que sua memória permaneça viva em todos que foram tocados por sua história." Polícia investiga o caso A médica Andréa Marins Dias Reprodução Andréa foi morta durante uma perseguição em Cascadura, na Zona Norte do Rio, na noite de domingo (15). A suspeita é que os agentes tenham confundido o carro da vítima com o de criminosos. Segundo moradores, a médica tinha acabado de sair da casa dos pais quando foi baleada dentro de um carro modelo Corolla, na Rua Palatinado. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. A Polícia Militar informou que os policiais militares que participaram da ação foram afastados preventivamente das ruas até a conclusão das investigações. As armas dos agentes e as câmeras corporais foram apreendidas, e uma perícia complementar foi realizada no veículo da vítima nesta segunda-feira (16).