Douglas Ruas diz que operação no Alemão e na Penha deveria ter ampliado presença do Estado na região
Douglas Ruas em sabatina no RJ Reprodução O candidato do PL ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, afirmou que a operação que deixou 122 mort...
Douglas Ruas em sabatina no RJ Reprodução O candidato do PL ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, afirmou que a operação que deixou 122 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, representou uma oportunidade para ampliar o acesso da população aos serviços oferecidos pelo poder público estadual. Durante sabatina, Ruas disse que, se eleito, pretende criar um gabinete de ações integradas para o enfrentamento da criminalidade. “O grande erro do estado naquele dia foi não permanecer. No meu governo, o Estado vai entrar e não vai sair mais. Tem que fincar uma bandeira ali e garantir que o crime organizado não manda em um palmo desse território”, afirmou o candidato. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Segundo ele, a operação poderia ter sido usada para expandir a presença do Estado nas comunidades, mas essa oportunidade foi desperdiçada. “Nós temos um cenário de guerra. Primeiro, a população precisa entender que isso aqui é um cenário de guerra. Tem que reconhecer isso, enfrentar a guerra e vencer o crime organizado para devolver o Rio à população”, declarou. As entrevistas, realizadas no estúdio da redação do jornal O Globo, são conduzidas pelos apresentadores da CBN Rio Bianca Santos e Leandro Resende, pelo editor de Política do Globo, Thiago Prado, pelo colunista Bernardo Mello Franco e por Francisco Góes, chefe da sucursal do Valor Econômico no Rio. Ruas também prometeu priorizar o combate à criminalidade em um eventual governo. Gratificação O candidato afirmou ser contrário ao modelo de gratificação conhecido como “Faroeste”, que, no passado, beneficiava policiais envolvidos em mortes durante o serviço. Questionado sobre a possibilidade de adotar um mecanismo semelhante, ele disse já ter se manifestado diversas vezes contra esse tipo de benefício. De acordo com Ruas, a proposta é criar um bônus baseado na avaliação de desempenho dos policiais. O principal indicador seria a retomada de territórios e a garantia do direito de ir e vir, além da liberdade econômica da população. Segundo o candidato, agentes que atuarem em áreas onde essas metas forem alcançadas receberiam a gratificação. Ruas também defendeu que o Estado não puna policiais que ajam em legítima defesa. A declaração foi seguida de um questionamento sobre a responsabilização de agentes em casos de erro, como o episódio ocorrido no Jardim Catarina, em São Gonçalo, quando policiais atiraram contra trabalhadores que estavam em uma motocicleta após supostamente confundi-los com criminosos. Educação O candidato do PL afirmou ainda que pretende ampliar o modelo de escolas cívico-militares no estado, caso seja eleito. Durante sabatina, ele também defendeu a qualificação profissional dos estudantes e a valorização dos profissionais da educação. Ruas classificou a situação da educação estadual como “uma vergonha” e destacou que o Rio ocupa uma das últimas posições no ranking nacional do Ideb. Segundo ele, as 17 escolas cívico-militares existentes no estado são um exemplo de boas práticas. “A minha proposta é que a gente vai apresentar para a comunidade escolar esse modelo de ensino, vou convidar os pais de alunos e profissionais de educação para que possam visitar e conhecer e, tendo a aprovação da comunidade escolar, a gente vai implementar esse modelo de ensino”, disse Ruas. Outra proposta apresentada por ele é oferecer qualificação profissional já no primeiro ano do ensino médio. Ruas disse que a medida busca evitar que jovens abandonem a escola para trabalhar no mercado informal. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.