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Gabriel Monteiro reaparece com tornozeleira eletrônica em vídeo de operação com PM em bingo clandestino

Ex-PM Gabriel Monteiro participa de operação em bingo clandestino Menos de um ano após deixar a prisão, o ex-vereador e ex-PM Gabriel Monteiro apareceu em u...

Gabriel Monteiro reaparece com tornozeleira eletrônica em vídeo de operação com PM em bingo clandestino
Gabriel Monteiro reaparece com tornozeleira eletrônica em vídeo de operação com PM em bingo clandestino (Foto: Reprodução)

Ex-PM Gabriel Monteiro participa de operação em bingo clandestino Menos de um ano após deixar a prisão, o ex-vereador e ex-PM Gabriel Monteiro apareceu em um vídeo participando de uma ação policial dentro de um bingo clandestino em Parada de Lucas, na Zona Norte. Usando tornozeleira eletrônica, Monteiro destroça uma porta e entra no local com PMs do 16º BPM (Olaria). No vídeo, um PM conversa dentro do bingo com Gabriel Monteiro, que por sua vez leva itens apreendidos para a viatura e até ajuda a contabilizar o dinheiro na delegacia. A Promotoria junto à Auditoria de Justiça Militar enviou as imagens à Corregedoria da PM e solicitou a instauração de um procedimento para investigar a participação de policiais no vídeo. Questionada pelo g1, a defesa de Gabriel Monteiro afirmou que ele não atuou como policial, e apenas como denunciante, auxiliando um único policial, executando o que era solicitado por ele (veja mais adiante na reportagem o que mais o ex-vereador diz sobre o vídeo). No vídeo, é possível ver outras pessoas na ação, inclusive mascaradas, acompanhando o ex-vereador. A apreensão e prisões foram realizadas pelo 16º BPM (Olaria) e a ocorrência foi encaminhada para a 38ª DP (Brás de Pina). De tornozeleira, Gabriel Monteiro participa de ação policial na Zona Oeste do Rio Reprodução Outros vídeos feitos por Gabriel foram registrados em delegacias, envolvendo invasão de domicílio para supostamente salvar um cachorro, além de uma acusação de corrupção envolvendo flanelinhas. O caso do bingo clandestino foi apresentado na 38ª DP (Brás de Pina), com máquinas caça-níqueis, cartelas de bingo e um notebook apreendidos, além de R$ 18,1 mil em dinheiro. Dois homens foram autuados por ligação com jogos de azar e o local foi interditado. As investigações irão prosseguir, segundo a polícia. Especialista avalia possíveis punições O advogado James Walker, presidente de Prerrogativas e Conselheiro da OAB-RJ e presidente da Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim), afirmou que Gabriel Monteiro pode responder por usurpação de função pública. "Não parece razoável que alguém que está sob monitoramento, com a liberdade mitigada possa exercer atividade exclusivamente inerente à polícia", afirmou ele, acrescentando que os policiais podem responder administrativamente. "Ele agiu com a permissividade de um agente público. Os policiais podem responder por permitir que alguém estranho à corporação atue com função análoga à de um policial", pontuou. O advogado avaliou ainda que podem ser averiguadas suspeitas de favorecimento a Gabriel, que atualmente não possui mais função pública, por ser ex-vereador, e não poder exercer funções de polícia, já que foi expulso da corporação: " A gente pode subentender que o prestígio que ele angariou como vereador fez com que ele cooptasse contatos na corporação para fazer esse tipo de conteúdo", acrescentou. "Dificilmente um cidadão comum seria capaz de fazer a mesma coisa. Seria afastado. E só esse favorecimento já pode ser considerado crime ou no mínimo uma infração administrativa". Questionado sobre a possível usurpação de função pública, a defesa de Gabriel Monteiro afirmou que ele não praticou atos privativos de servidores públicos. A defesa alega que qualquer cidadão pode efetuar prisão em flagrante delito. Gabriel Monteiro deixa a prisão Em março de 2025, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, soltar o ex-vereador Gabriel Monteiro. Ele estava preso desde novembro de 2022, acusado de estuprar uma estudante de 23 anos. O STJ aceitou o recurso da defesa para substituir a prisão preventiva de Gabriel por medidas cautelares, como usar tornozeleira eletrônica e impedimento de contato com a vítima. Homem registrou caso por invasão de domicílio Gabriel Monteiro gravou vídeo em casa cujo dono foi fazer registro de ocorrência em delegacia Reprodução Um morador da Zona Norte do Rio foi até a delegacia e afirmou que foi ameaçado e caluniado por Gabriel Monteiro, além de ter tido a casa invadida pelo ex-PM, que gravou um vídeo afirmando que o cachorro que vivia na casa estava em perigo e precisava ser salvo. No vídeo, uma legenda coloca o homem como "suspeito". O caso aconteceu no final de novembro do ano passado. O vídeo foi publicado nas redes sociais, e Monteiro alega que o animal teve de ser sacrificado. Gabriel Monteiro em foto com animal que teve de ser supostamente sacrificado Reprodução/Instagram Na delegacia, o dono da casa afirmou que Monteiro o expôs ao ridículo, e que por causa do vídeo foi vítima de inúmeros comentários violentos nas redes sociais. "Se ele morrer, quem vai segurar a bronca pode ser você, irmão", afirma Gabriel Monteiro no vídeo. A investigação segue em andamento na Polícia Civil. A defesa de Gabriel Monteiro afirmou que o dono do animal foi denunciado pela própria avó, que abriu o portão da casa. Ele alegou ainda que o próprio tutor do animal autorizou, em vídeo, que o animal fosse retirado da residência. Acusação de corrupção suspensa Ex-vereador Gabriel Monteiro deixa a prisão após 2 anos e 4 meses, em 2025 Reprodução redes sociais Em dezembro do ano passado, Gabriel Monteiro relatou na 4ª DP (Presidente Vargas) que conhecidos seus foram estacionar o carro na praça Pio X quando um homem que se identificou como guardador de carros afirmou que seria necessário pagar R$ 10 para ficar ali estacionado por meia hora. Monteiro deu nomes de supostos guardas municipais que estariam envolvidos em um esquema de corrupção na região. Como nenhuma testemunha comprovou a versão apresentada por Gabriel, a investigação foi suspensa. Sobre este caso, a assessoria de Gabriel Monteiro alega que os flanelinhas envolvidos admitiram à polícia e a Gabriel Monteiro que pagavam periodicamente guardas municipais para subtrair valores financeiros de motoristas em troca do uso de vagas na região. No entanto, ao ser questionada, a Polícia Civil afirmou que a autoridade policial não identificou situação de flagrante. "Após diligências realizadas pela unidade, o caso foi suspenso devido à falta de elementos e materialidade para configuração do delito de tráfico de influência, tampouco em relação ao delito de extorsão." Gabriel Monteiro, ao dar entrada no sistema penitenciário em 2022 Divulgação/SEAP

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