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Personal trainer suspeito de pressionar adolescente a se encontrar com 10 homens é preso em operação contra exploração sexual em Maricá

Operação prende personal trainer suspeito de exploração sexual Polícia Civil Um personal trainer foi preso no bairro Jardim Atlântico, em Itaipuaçu, distrito de...

Personal trainer suspeito de pressionar adolescente a se encontrar com 10 homens é preso em operação contra exploração sexual em Maricá
Personal trainer suspeito de pressionar adolescente a se encontrar com 10 homens é preso em operação contra exploração sexual em Maricá (Foto: Reprodução)


Operação prende personal trainer suspeito de exploração sexual Polícia Civil Um personal trainer foi preso no bairro Jardim Atlântico, em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, suspeito de envolvimento com uma rede de exploração sexual de adolescentes. Segundo as investigações, João Lucas Perrenoud pressionava uma jovem por meio de mensagens para que ela se encontrasse com dez homens. Ainda de acordo com a polícia, ele também buscava a adolescente nas proximidades da escola e a levava para o local onde os abusos sexuais ocorriam. O g1 não conseguiu contato com a defesa de João Lucas até a última atualização desta reportagem. A ação investiga um esquema de produção de vídeos de violência sexual contra menores de idade, com relatos de estupros coletivos, tortura, ameaças e chantagens. Um policial militar também está entre os investigados e foi preso na cidade. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Ao todo, foram expedidos mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão também nas cidades de Niterói e São Gonçalo. Ao todo foram realizadas oito prisões, sendo sete nesta quarta-feira. Polícia mira rede de exploração sexual de menores no RJ; criminosos se chamavam de 'senhores' e vítimas de 'escravas' A Operação NXIVM foi realizada pela 74ª DP (Alcântara), com apoio de outras unidades policiais e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. O caso chegou à 74ª DP após uma das adolescentes procurar a delegacia acompanhada dos pais para denunciar as violências sofridas. Policial militar preso Documentos da investigação mencionam o policial militar Maurício Douglas Souza das Chagas Mora, com endereço residencial em Maricá . Diligências são realizadas para localizar conversas e outros registros que possam contribuir para o esclarecimento da possível participação do PM no caso. A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral da corporação, por meio da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (4ª DPJM), cumpriu um mandado de prisão contra o agente. A corporação também informou que acompanha os desdobramentos da investigação para avaliar as medidas cabíveis. "A SEPM reitera que não tolera desvios de conduta ou o cometimento de crimes por seus integrantes e que adota as medidas administrativas e disciplinares previstas, com o devido rigor, sempre que as irregularidades são devidamente constatadas", disse em nota. O policial preso também era segurança particular de Diego Quaqua, eleito deputado federal. Diego emitiu nota, informando que Maurício Douglas foi afastado da função. "Não aceito e repudio veementemente qualquer tipo de violência ou exploração sexual de crianças e adolescentes. É inadmissível. O segurança já foi afastado da função. Cabe à polícia seguir com as investigações e à Justiça determinar a punição cabível, de acordo com os fatos apurados", disse em nota. Início da investigação A investigação começou em julho, após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor parlamentar que atuava no gabinete do vereador Professor Túlio (PSOL), na Câmara Municipal de Niterói. Os investigadores apontam que os envolvidos produziam vídeos de violência sexual contra adolescentes e utilizavam as gravações para ameaçar as vítimas de divulgação das imagens. Segundo a polícia, as ameaças e agressões eram usadas para manter as adolescentes sob controle e submetê-las a novos abusos. De acordo com a investigação, os integrantes da rede se autodenominavam “senhores” e tratavam as vítimas como “escravas”. A Polícia Civil informou que a operação tem como objetivo aprofundar a análise das provas, esclarecer a atuação dos investigados e identificar outras possíveis vítimas. O g1 tenta contato com defesa dos citados na reportagem.

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